Niara Rocha

Meu nome é Niaara Rocha, e entre tantas vertentes que já me permiti ser, sou fotógrafa, mãe e filha do mar!


Nascida e criada em uma ilha nativa de Santa Catarina, trago em minhas águas internas a escuta, o tempo, e a força da natureza. São esses os elementos que moldam meu olhar, minha arte e o meu caminho.

Por muitos anos, segui trilhas racionais, trabalhando burocraticamente no setor público. Mas foi após um burnout que se tornou um processo cirúrgico, somando a pandemia, que dei um basta e escutei o chamado da minha própria história. Peguei a estrada dentro do meu próprio país, não para fugir de mim, mas para me encontrar. Buscava cura e conexão. E foi através da fotografia observando pessoas, sentindo lugares, ouvindo silêncios que me permite habitar esses espaços em sua totalidade.

O que antes era paixão, hobby e refúgio tornou-se amor ainda mais profundo.

Hoje, fotografo pessoas com uma presença verdadeira, guiada por uma sensibilidade que pulsa no meu próprio seio maternal, um lugar onde habita o instinto, a escuta e a entrega.

Uma retratista instintiva. Uso o silêncio como tradução e a escuta como ponto de partida. Antes de fotografar, convido cada pessoa a me contar sua história. E a partir dessas palavras às vezes tímidas, outras vezes transbordantes construo imagens que respeitam a singularidade de cada ser.

Trago para os ensaios elementos que falam por si. Gesto, presença, matéria e tempo. Aquilo que muitas vezes não é dito, mas sentido. Como disse Clarice, “As palavras são túneis” e em cada imagem, busco abrir espaços onde a pessoa possa se ver com verdade e delicadeza.

Mais do que registrar momentos, minha fotografia busca tocar o invisível: o vínculo, a trajetória, a memória e a essência transformando tudo isso em herança. Cada ensaio é um mergulho, um encontro entre sua história e a minha entrega total a esse instante.

Como boa geminiana curiosa, falante e observadora acredito que as palavras que verbalizamos são pistas do que estamos vivendo. Foi a partir dessa escuta profunda, quase ritualística, que desenvolvi meu próprio método: um processo intuitivo de observação, onde cada história é tratada como única. Porque “a vida da gente é uma coisa delicada.”
E cada história merece ser ouvida e eternizada atravessando a película do olhar!

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